

Os aventureiros do projeto Wine World Adventure que estão há mais de 20 meses na estrada, tendo visitado 29 países, chegaram no continente africano e estão em Cape Town. Esta cidade fica no extremo sul da organizada, limpa, rica e ao mesmo tempo pobre, da África do Sul, país de contraste, muiti-facial e de riqueza mal distribuída, com características semelhantes ao Brasil.
Eles receberam a visita de Leila Haddad, que por diversas vezes em diferentes cantos de cada continente foi nos visitar. Aproveitamos do seu bom inglês para ajudar nas longas conversas com os enólogos. Ela já está se tornando uma wine-expert em degustações.
Começamos nossa visita à África do Sul, onde pretendíamos permanecer por cerca de 30 dias, conhecendo os principais pontos turísticos de Cape Town, antes de visitar a região vinícola de Stellenbosch.
Os primeiros dias foram reservados para turismo. Começamos pelo símbolo de Cape Town, a Table Mountain., em um dia de céu claro e calor escaldante, mas no topo amenizado pela brisa oriunda do Oceano Atlântico e rajadas do Oceano Índico proveniente do Cabo da Boa Esperança, um velho conhecido de Pedro Álvares Cabral.
Em 5 minutos, um bondinho nos conduz até o topo dos 1065m de montanha, proporcinando um panorama maravilhoso da cidade.
Uma parte da montanha estava encoberto pelas nuvens, mas isso não foi problema. Deixou o visual ainda mais charmoso, e ainda conseguimos desfrutar da paisagem da cidade do lado limpo da montanha.
Uma
Do topo da montanha deslumbra-se um vasto horizonte, tendo como fundo de pano a praia de Camps Bay, o cume Leon’s Head e ao longo do mar a ilha de Robben onde o líder negro Nelson Mandel a ficou preso durante 27 anos, para sair da cadeia como presidente da África do Sul, pondo um fim ao terrível “apartheid” – regime de segregação racial, que envergonhou este país perante o mundo civilizando durante séculos.
No topo da Table Mountain, uma toalha de nuvens complementa o visual.
o dia seguinte, nosso foco foi atingir o extremo sul da Península do Cabo, acompanhando a escarpada cadeia de montanhas, que se estende de Table Bay a Cape Point, cerca de 1100 metros acima do mar, de um lado o Atlântico do outro o Índico, onde muitos navios portugueses e holandeses naufragaram.
O caminho até lá tem um visual incrível. Durante o percuso, paramos em diversas praias para apreciarmos as belas vistas.
Atravessamos a área vinícola de Constantia, encravada na encosta dos montes da península e em depois rodar por 40 minutos pela linda e bem asfaltada estrada, passamos pelas cidades de Muizenberg, Fish Hoek e Simons, e paramos para ver a colonia de pinguins na praia de Boulders.
Quando avistamos os pinguins, recordamos, da nossa passagem por Porto Madrid, Península de Valdez, na Patagônia argentina, onde as famílias dos mesmos pinguins vão desovar e criar seus filhotes. E, depois de grande se soltam no mar rumo a África.
Continuamos rumo ao sul pela península e penetramos na reserva que abriga diversos animais, com destaque para o avestruz. Depois de 10 minutos dirigindo pela reserva chegamos no Cabo da Boa Esperança, denominada por Bartolomeu Dias, em 1488, como Cabo das Tormentas, descobrindo assim a nova rota para as Índias. Em uma caminhada íngreme atingimos o topo da montanha, com avisos nas placas para não alimentar os perigosos babuínos, que vivem em bando. Um vento vertiginoso sopra de baixo para cima no Sentinel, um afloramento rochoso de granito, na foz da Hout Bay, um impressionante e fundo penhasco.
Em seguida, passamos ao lado de uma fazenda de avestruz e atingimos Cape Point, uma extensão da montanha que entra no mar, na parte final da Península. Demos uma meia volta e retornamos à Cape Town, pela costa do Atlântico.
Outra atração imperdível, é a badalada praia de Camps bay. Uma praia linda, protegida pelo paredão dos 12 apóstolos, e cercadas de bares e restaurantes agradáveis em sua orla.
No dia seguinte, perambulamos pelo centro da cidade e um passeio por Vitória Waterfront, uma área portuária recuperada, repleta de lojas, boutiques de grifes, bons restaurantes e bistrôs, um local de encontro da maioria dos turistas que visitam esta bela cidade.
Descansamos um dia no Hotel, para preparar o início da maratona de visitas às vinícolas de Stellenbosch, tema de nossa próxima postagem.