Niágara-on-the-lake é uma sub-região da Península de Niágara onde visitamos várias vinícolas:
Vinícola: Southbrook:
Está bonita vinícola da Península de Niágara (Niagara-on-the-Lake), trabalha com a técnica orgânica e biodinâmica em seus vinhedos, plantados com as brancas: Chardonnay, Semillon, Muscadet e Vidal e as tintas: Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot.
Degustação:
01: Assemblage 2002
Este corte de 30% de Cabernet Franc, 22% de Merlot e restante de Cabernet Sauvignon se apresentou de cor atijolada, mostrando seus 10 anos de vida. Alta viscosidade. No nariz aromas terciários e complexos de couro. Na boca macio, aveludado. Delicado. Apesar de estar em fase final de vida ainda está muito bom. 88 pontos.
02: Cabernet Fran + Merlot – 2007
De cor granada, mostrando seus 5 anos de vida. Viscoso. No nariz de pouca intensidade aromática. Na boca boa carga de taninos maduros. Boa presença na boca. Retrogosto médio. Muito bom. 86 pontos.
03: Outro corte de Cabernet Franc (89%) e restante de Cabernet Sauvignon – US$2009
De cor rubi para granada. Alta viscosidade. Na boca taninos domados e presentes. De corpo médio, macio, elegante, muito bom. 87 pontos.
04:Petit Verdot – 2010
De cor violeta bem escura. De grande estrutura, com muito extrato. No nariz aromas de geleia de morango. Na boca boa carga de taninos macios, grande corpo, macio equilibrado. Muito bom vinho. 88 pontos.
05: Ice Wine – Vidal – 2005
De cor dourada. Alta intensidade aromática, sobressaindo o mel. Na boca delicioso. Uma doçura delicada e bem balanceada. Excelente. 92 pontos.
06: Ice Wine – Cabernet Franc – 2006
De cor âmbar. Muito viscoso. Aromas de frutas secas e de conhaque. Na boca, macio. Um vinho para ocasião especial após um jantar de gala. Vinho excelente. 93 pontos.
Inniskillin:
Está vinícola é a mais conhecida fora do Canadá. Ela se preocupa em mostrar seus vinhos para o mundo, diferentemente da maioria das demais vinícolas deste país.
Fomos recebidos pela Debi Pratt, Public Relation desta vinícola.
Percorremos algumas fileiras de vinhedos com as castas brancas: Vidal, Riesling, Pinot Griggio e a tinta Cabernet Franc.
O foco desta vinícola é mostrar ao mundo o vinho Ice Wine, cuja produção é de 13.000 caixas por ano.
Fizemos uma degustação super interessante degustando o mesmo Ice Wine em taças diferentes para analisar o comportamento do vinho, pois a famosa fabrica de taças, a Riedel desenvolveu uma específica para a degustação de Ice Wines.
Degustação:
01: Ice Wine – Riesling – 2008
Debi Pratt serviu este vinho em duas taças diferentes, (figura abaixo). Sendo uma em uma taça pequena e outra na desenvolvida pela empresa Riedel, mais longa e de formado não tradicional aos vinhos brancos de mesa, bem como para os vinhos de sobremesa, tipo; Colheita Tardia (Late Harvest) ou vinho do Porto, o Passito italiano e outros.
Realmente, não é frescura. Percebe-se com muita clareza a intensidade aromática e o ponto exato da língua em que é lançado o vinho ao primeiro gole.
Na taça pequena os aromas ficam menos intensos e o gole quando atingi imediatamente a ponta da língua, local este onde a doçura se mostra mais intensa. Na taça desenvolvida especificamente para o Ice Wine, o gole atinge toda a língua, distribuindo melhor a doçura, (joga o vinho mais para o meio da boca) podendo dizer que assim se consegue uma doçura e percepção gustativa tridimensional. É impressionante a diferença.
02: Espumante Vidal
Este vinho espumante é diferente de todos os tipos de espumantes que eu conheço. Ele é elaborado com o mosto do Ice Wine, via processo Charmat.
Eu, como mortal brasileiro, que conheço a maioria dos espumantes brasileiros, que por sinal estão em um patamar de qualidade somente inferior aos Champagnes da França senti dificuldade em fazer uma analise organoléptica deste Espumante Vidal.
Na boca este espumante não segue a tendência de apresentar frescor e vivacidade. Seu perlage é fraco e sem ataque na língua. Muito enjoativo e sem graça. Descartável.
Vinícola Konzelmann
Na virada do século 19, Friedrich Konzelmann de Uhlbach, de uma cidade perto de Stuttgart, em Wuerttemberg, na Alemanha, fundou a Konzelmann Estate Winery. Ele era dono de um restaurante e foi bem conhecido por seu humor e perspicácia. Ele era um especialista em alimentos e vinhos e um homem cheio de muitas ideias que não tinha medo de tentar coisas novas.
Bisneto de Friedrich, Herbert Konzelmann continuou a tradição familiar de produzir vinhos e em 1980 decidiu se mudar para o Canadá e escolheu terras em Niagara-on-the-Lake, Ontário para plantar Pinot Noir, Riesling e Chardonnay.
Degustação:
01: Pinot Blanc 2011 – US$12
De cor branca. Baixa densidade. Na boca, macio, fresco, de corpo médio. Retrogosto médio. Bem elaborado. Para começar o dia, sem compromisso ou em um final de tarde em uma piscina. Bom. 78 pontos
02:Sauvignon Blanc 2010 – US$13,75
Amarelo. Grande viscosidade. Na boca macio, aveludado. Retrogosto médio. Bom. 79 pontos.
03: Chardonnay 2010 – US$11,75
Branco palha. Viscosidade média. No nariz aromas de baixa intensidade. Na boca de corpo médio, leve amargor no final. Não passou em barris de carvalho. Retrogosto curto. Razoável. 75 pontos.
04: Chardonnay 2009 – US$30
Já este Chardonnay passou por barrica de carvalho francês e americano. De cor branca clara. Baixa viscosidade. No nariz aroma rançoso não agradável. Na boca melhora um pouco, mas sem acrescentar muita coisa. Razoável. 75 pontos.
05: Pinot Gris 2010 – US$17
De cor levemente rosada. Alta viscosidade. No nariz leve aroma de petróleo. Na boca leve amargor, corpo médio. Retrogosto médio. Razoável; 76 pontos.
06: Riesling 2010 – US$11,75
De cor branca. Vinho bem fresco. Ótima viscosidade. De bom corpo. Muito bem elaborado e com excelente custo benefício. Bom vinho. 80 pontos.
07: Vidal – 2010 – US$9,50
Este vinho é elaborado com a casta Vidal muito plantada no Canadá para os Ice Wine. Foi a primeira vez que degustei um vinho seco com esta casta. Não gostei da proposta. Razoável. 76 pontos.
08: Gewurztraminer – 2010 – US$17
Um Late Harvest (colheita tardia), vinho de sobremesa de cor brnaca. Muito viscoso. No nariz boa intensidade aromática, mas com aromas de qualidade baixa, lembrando sabonete. Na boca melhora, retrogosto médio e levemente picante. Razoável. 79 pontos.
09: Pinot Noir 2010 – US$12,75
De cor rubi clara. Boa viscosidade. No nariz aromas finos elegantes de intensidade média e de boa qualidade. Na boca maico, de corpo leve. Retrogosto curto. Razoável. 80 pontos.
10: Cabernet Sauvignon 2011 – US$12,75
De cor rubi clara. Baixa viscosidade. Fraco de nariz. Na boca muito leve, fugidio. Fraco. 74 pontos.
11: Syrah 2011
De cor idêntica ao anterior. Viscosidade média. Segue a mesma linha apresentando no nariz aromas de baixa intensidade. Na boca de corpo leve. Fraco. 73 pontos.
12: Merlot 2011- US$12,75
De cor rubi clara. Viscosidade média. Na boca de corpo leve, ligeiro. Sem mostrar muita coisa. Fraco. 74 pontos.
13: Merlot 2010 – US$12,75
Mesma cor dos anteriores. Melhora um pouco no nariz. Na boca leve carga de taninos. Corpo leve. Razoável. 77 pontos.
14: Zweigelt + Merlot 2010
Este corte inusitado com uma casta da Áustria, a Zweigelt se apresentou de cor rubi, brilhante. No nariz aromas desagradáveis de sabonete. Na boca de corpo leve, fugidio, sem graça. Razoável. 74 pontos.
15: Merlot Family Reserve
Tentando subir de nível com relação à degustação dos 14 vinhos acima. Este Merlot mostrou um pouco mais de intensidade aromática que o Merlot 2010. Viscosidade média. No nariz aromas de couro. Na boca apresenta uma carga maior de taninos. Pena que os taninos não estavam bem maduros, causando adstringência. Bem elaborado. Bom. 79 pontos.
16: Assemblage 2010
Um corte de Cabernet Sauvignon + Merlot + Syrah de cor rubi pouco intensa. No nariz aromas de intensidade baixa. Na boca mesma estrutura do vinho anterior. Bom. 79 pontos.
17: Ice Wine de Cabernet Sauvignon
Saindo do tradicional Ice Wine (geralmente elaborado com a casta branca Vidal ou com a Riesling ou com a tinta Canbernet Franc), este inusitado vinho é interessante como vinho de sobremesa, mas um pouco forte perdendo a delicadeza. Mas vale. Bom vinho. 85 pontos.
18: Ice Wine Riesling – US$54
Amarelo escuro. Alta intensidade aromática e de excelente qualidade sobressaindo o mel. Na boca ele segue delicioso. Muito bom. 89 pontos.
19: Ice Wine Vidal – US$65
Amarelo escuro. Na mesma linha do anterior, com aromas intensos de mel, com um toque de elegância. Excelente. 90 pontos.
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Uma produção da Auchan, este vinho tinto granada destaca-se pelo seu aroma frutado e amadeirado – envolvente e sedutor, mesmo com um teor alcoólico de 13%, termina com um agradável final de boca. A Deco Proteste premiou-o com 80 pontos e o seu preço de €1.89 é outro ponto forte.
Cor granada. Mostra madureza e sobriedade, com notas fumadas, mineralidade, pimenta preta e cravinho. Bela estrutura na boca, refinado mas com raça, frescura notável a promover amplitude e complexidade aromática. Tem um desenho apelativo e algum classicismo que favorece a aptidão ao envelhecimento e capacidade gastronómica.