Santiago de Compostela é o ponto de encontro de todos os peregrinos que desafiam longas caminhadas em nome da fé. Geralmente são cerca de 600 km, 30 dias de caminhada por lugares espetaculares, mas essa distância varia dependendo do ponto de partida escolhido.
No centro histórico se encontra a Catedral de fachada barroca, ponto de encontro dos peregrinos que chegam mancando com duas varetas na mão e mochila nas costas para rezar junto ao túmulo de San Tiago, apóstolo de Jesus Cristo.
É um lugar de referência religiosa na Europa. Diferentes rotas de peregrinação partem da fronteira, França – Espanha, ou de Portugal. Todas convergem na Catedral.
Começamos nossa peregrinação após visualizar uma placa de trânsito no centro da cidade espanhola de Pamplona. Uma placa com uma seta para a esquerda indicava: “Camiño de Santiago”. Era pra lá que a gente ia.
Na periferia de Santiago de Compostela se encontra a “Ciudad de la Cultura” que está na fase final de sua grandiosa obra, confirmando a característica de Compostela ser conhecida como um pólo cultural de grande envergadura.
O projeto nasceu em 1999 após o edital de concorrência entre grandes nomes de arquitetos internacionais. Visitamos todas as maquetes (fechado para visitação ao público geral), mas aberto para jornalistas e arquitetos. Entramos no túnel onde ficam as maquetes, em cortesia ao nosso trabalho de divulgação dos pontos turísticos em torno das regiões vinícolas do mundo.
Peter Eisenman foi o arquiteto escolhido porque soube integrar as curvas das montanhas com as curvas de cada edifício em uma harmonia espantosa, em uma área de 142.000 metros quadrados. A obra da Ciudad de La Cultura foi um desafio da engenharia em todos os aspectos. É a maior obra em construção da Europa que elevou ao limite da engenharia e desafios aos topógrafos, pelas suas inclinações, curvas, volumes e pesos. Participou inclusive do programa de Mega Construções da Discovery Channel.
O Brasil também estava lá, através da Quartzito do Brasil, pedreira de Mariana, Minas Gerais, que forneceu as pedras para serem instaladas no teto. É isso mesmo. Todas as coberturas das edificações da Cidade da Cultura foram projetadas para receber este tipo de pedra para harmonizar com as cores da montanha que cercam esta área, no topo de uma montanha, encontradas somente em Minas Gerais.
O fornecimento de grande volume de pedra quartzito não foi diferente da ousadia do projeto arquitetônico e construtivo.
Inicialmente este fornecimento foi provido por uma pequena e desestruturada pedreira da região da Galícia, contudo, a produção era muito pequena perante tamanha demanda, o que fez com que engenheiros e empresários procurassem em todo o mundo uma empresa com capacidade de fornecimento para esta obra espetacular antes mesmo deste bem mineral exaurir.
Em 2008 um empresário espanhol viajou até a cidade mineira de Mariana e expôs o projeto para a Quartzito do Brasil propondo um contrato de fornecimento para a Ciudad de La Cultura.
O fornecimento iniciou-se no fim de 2008 e foi interrompido no início de 2011 devido à crise espanhola, já que o provedor desta obra é o próprio governo deste país. Foram fornecidos 13.400 m2 de peças serradas, sua maioria em dimensões 50 x 50 cm e espessura variando entre 3 e 5 cm. As pedras de coloração rosa foram utilizadas nos telhados, enquanto as cinzas nas fachadas. As pedras possuem somente caráter de revestimento e estético.
Coincidência ou não, a Quartzito do Brasil é um grande apoiador do projeto Wine World Adventure. Aqui nossos parabéns e agradecimento aos proprietários da Quartzito, Osmar Puperi e Fernando Puperi.