A vinícola Roda fica no Bairro da Estação de Haro, reduto das tradicionais bodegas de Rioja.
Ela tem uma galeria de arte que reune trabalhos de dois artistas, Paco Gómez que retrata a cidade de San Sebastián e fotos da cidade de Lisboa pelo português Jorge Guerra.
O projeto desta vinícola iniciado em 1991, é arrojado e moderno, cuja obra fora realizada no interior de uma montanha, objetivando obter os fluxos de cada etapa de elaboração do vinho feito por gravidade.
Em seus vinhedos perfilam três castas tintas: Tempranillo, Graciano e Garnacha. O sistema de condução da videira é o En Vaso, típico e ideal para esta zona de Rioja. Este sistema de condução consiste em plantar cada muda e deixá-la crescer até cerca de um metro de altura, com três braços. Isto cria um arranjo interessante, onde nenhum braço toca entre si mantendo um ambiente de ótima aeração.
A produção média por hectares não ultrapassa os 5.000 kgs (34 hectrolitros por hectare).
Degustação na bodega Roda:
Roda I
De cor negra, profunda, bem opaca. Alta viscosidade. Aromas de alta complexidade remetendo a uma compota de cerejas e notas minerais. Depois de alguns minutos tudo se transforma para aromas de chocolate e notas balsâmicas. Na boca, de grande corpo, volumoso, mastigável, complexo. Retrogosto longo. Vinho excelente. 92 pontos.
Roda II
Na mesma linha do anterior. Se diferencia em relação ao vinho anterior por apresentar uma proposta mais frutada, em substituição às notas balsâmicas do vinho anterior. 91 pontos.
Cirsion
De cor violeta, opaco, brilhante. Alta viscosidade. Um xarope. No nariz aromas de alta intensidade e complexos, remetendo a especiarias, eucalipto, e terra úmida. Na boca, taninos redondos, maduros. Complexo. Retrogosto longo. Excepcional. 95 pontos.